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terça-feira, 31 de julho de 2012

Não chore não, viu

E quase três meses depois....As coisas ficaram um pouco complicadas nos últimos dois meses, um projeto grande, sobre o qual falarei mais tarde, um não tão grande assim, mas que também consumiu um tempo considerável, sobre o qual eu falarei hoje, e alguns outros trabalhos entre eles.

O grande foi enviado ao Salão Paranaense. Os resultados saem em Agosto, me desejem sorte!

O não tão grande assim foi minha contribuição ao evento Cabaré Artístico, realizado pela Cia Pedras Teatro e Circo, onde faço aulas de circo. O evento tomou como tema o centenário de Luíz Gonzaga, e participei com máscaras trabalhadas com o tema da cultura nordestina.



As máscaras foram feitas com chita, que é este tecido de algodão sempre cheio de cores.


Estas são duas das máscaras



Ainda não fotografei devidamente todas elas, mas logo postarei mais fotos na página do Facebook http://www.facebook.com/AndyFerrariStudio

E como máscaras são feitas para serem usadas, minhas queridas e belíssimas amigas as colocaram em seu devido propósito






segunda-feira, 22 de novembro de 2010

My my how can I resist you

Outras fotos, emprestadas daqui :







Eeee....Tirei algumas fotos com a camiseta no dia seguinte (tem algumas no festival também, mas não foram feitas com a minha máquina, então terei de caçá-las depois....)


And then POP goes my heart

Sábado...show do Mika no Planeta Terra Festival. Foi absurdamente incrível. Estávamos até com um pouco de receio de que o pessoal que foi pelas outras bandas causasse qualquer problema, mas foi perfeito. Absolutamente perfeito.

Fomos lá pra frente duas bandas antes dele, e para a surpresa (tanto nossa quanto dele ^ ^) ele foi a primeira apresentação que nos fez se esmagados contra a grade XD e todos participaram quando ele pedia, e pularam juntos e cantaram (!) junto. Realmente. Não poderia ter sido melhor.

Especialmente porque...........o conhecemos depois do show <.3 Tão querido, nos deixou entrar todos pra tirar fotos.
Ele parecia tão feliz durante o show. É o que mais importou pra mim :}
Espero que volte logo ^ ^


Ah sim...minha câmera fez péssimas fotos do palco =_= mas emprestarei outras depois para postar :}

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

I will always be me

Hooray!

Aí está, um preview do que usarei para o primeiro show do Mika no Brasil.
Tem demorado taanto pra pintar, Não pensei que precisaria de tantas horas! Mas estou gostando do resultado <.3 A pintura é na frente e costas, postarei completa quando terminar.



E ainda estou caçando o oxford bicolor que se recusa a existir no meu tamanho....


domingo, 12 de setembro de 2010

Um texto para se pensar...

"Nós não somos dinamarqueses"

Original por Denis Russo Burgierman, encontrado através de http://cyranodisse.wordpress.com

Em 1962, Copenhague, a capital dinamarquesa, foi tomada por uma polêmica. Estava nos jornais:

“Nós não somos italianos”, dizia uma manchete.

“Usar espaços públicos é contrário à mentalidade escandinava”, explicava outra.

O motivo da polêmica:

Um jovem arquiteto chamado Jan Gehl, que tinha conseguido um emprego na prefeitura meses antes, estava colocando suas manguinhas de fora. Gehl, que tinha 26 anos e era recém casado com uma psicóloga, vivia ouvindo dela a seguinte pergunta: “por que vocês arquitetos não se preocupam com as pessoas?”. Gehl resolveu preocupar-se. E teve uma ideia.

Havia em Copenhague uma rua central, no meio da cidade, cheia de casas imponentes e de comércios importantes. Era uma rua que tinha sido o centro da vida na cidade desde que Copenhague surgiu, no século 11 – a rua viva, onde as pessoas se encontravam, onde conversavam, onde os negócios começavam, os casais se conheciam, as crianças brincavam, a vida pública acontecia. Nos anos 1950, os carros chegaram e aos poucos essa rua foi virando um lugar barulhento, fumacento e perigoso. As pessoas já não iam mais lá. Trechos inteiros tinham sido convertidos em lúgrubes estacionamentos.

Pois bem. Aquele jovem arquiteto tinha um plano: fechar a rua para carros.


Copenhague não aceitou facilmente a novidade. Os comerciantes se revoltaram, alegaram que os clientes não conseguiriam chegar. São dessa época as manchetes de jornal citadas no começo do texto. O que os jornais diziam fazia algum sentido: Copenhague não é no Mediterrâneo. Lá faz frio de congelar – o mês de dezembro inteiro oferece um total de 42 horas de luz solar. Ninguém quer andar de bicicleta, ninguém quer caminhar. Deixe meu carro em paz.

Mas o jovem arquiteto ganhou a disputa. Nascia o Strøget, o calçadão de pedestres no meio da cidade que hoje é a maior atração turística de Copenhague. As pessoas adoraram a rua para pedestres desde que ela foi fundada. Na verdade, o comércio da região acabou lucrando muitíssimo mais, porque a área ganhou vida e gente passou a caminhar por lá a todo momento. É até lotado demais hoje em dia.

Stroget_copenhagen_4

Imagem de Circle2Concepts

O arquiteto Gehl caiu nas graças da cidade e continuou colaborando com a prefeitura. Suas ideias foram se aprimorando. Ele descobriu que o ideal não é segregar pedestres de ciclistas de motoristas: é melhor misturá-los. Alguns de seus projetos mais interessantes são ruas mistas, nas quais os motoristas sentem-se vigiados e dirigem com um cuidado monstro. Outra sacada: que essa história de construir ruas para diminuir o trânsito é balela. Quanto mais rua se constrói, mais trânsito aparece. Quanto mais ciclovia, mais gente abandona o carro.

Em grande medida graças às ideias de Gehl, Copenhague é a grande cidade europeia com menos congestionamentos. 36% dos deslocamentos são feitos de bicicleta, mesmo com o clima horrível de lá, e a população tem baixos índices de obesidade e doença cardíaca.

“Copenhaguizar” virou um verbo: significa tornar uma cidade mais agradável à maneira de Copenhague. Jan Gehl abriu um escritório de arquitetura cuja filosofia é “primeiro vem a vida, depois vêm os espaços, depois vêm os prédios”. Ele passou a ser contratado por várias cidades australianas interessadas em “copenhaguização”. Seus projetos revolucionaram Sidney, Perth e Melbourne, tornando seus centros mais divertidos, cheios de cafés, arte e vida, reduzindo carros, atraindo gente para fora de casa. De uns tempos para cá, Gehl, que hoje tem 74 anos, passou a ser procurado pela “big league” das cidades: Londres e Nova York o contrataram como consultor para transformar seus espaços urbanos. Ambas têm feito muito desde então.

Enquanto isso, aqui na minha cidade, se alguém fala em melhorar o espaço público, logo ouve:

“Nós não somos dinamarqueses. Usar espaços públicos é contrário à mentalidade brasileira.”

50 anos atrasado.

Outra frase que se ouve muito aqui:

“Brasileiro adora carro.”

Adora nada, meu filho, presta atenção. Isso é propaganda de posto de gasolina!